Portfolio virtual 2009 da Equipe de Coordenação dos ciclos III e IV (5ª a 8ª séries) e EJA
Secretaria de Educação de Itanhaém

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Os capoeiras na corte, na república e na escola

Aos Professores...

Os capoeiras tornaram-se figuras temidas durante o império e a república, constituindo grupos que usavam roupas, cores e códigos específicos e, inclusive, se rivalizavam uns com os outros. Eram perseguidos pela polícia e considerados como desordeiros. Muitas vezes, os políticos locais “contratavam” os capoeiras como defensores, a fim de protegê-los dos inimigos. Juntamente com prostitutas, malandros, boêmios estivadores e policiais, os capoeiras faziam parte dos barulheiros e diversificados grupos populares existentes nas ruas da corte imperial do Rio de janeiro e em outras cidades do Brasil nos últimos anos do século XIX as “maltas de capoeira”, grupos de negros ou homens pobres de todas as origens carregavam facas e navalhas, atravessando as ruas em “correrias” assustavam as camadas medias e as elites brasileiras, sendo temidos por todos pelos hábeis e violentos golpes de corpo. Na primeira metade do século XIX, a capoeira era quase exclusiva dos escravizados e da população negra urbana em geral. No decorrer dos anos, no entanto, ela incorpora homens brancos, imigrantes europeus de varias nacionalidades, mostrando e riqueza e a complexidade da cultura negra e urbana...

Kabengele, M. Nilma L. Para entender o negro no Brasil de hoje. Editora Global, 2001 São Paulo.

Pergunta:

Como a capoeira esta sendo abordada dentro do universo escolar, ela traz informações que destorcem sua história, como pode a escola (ou professor) inserir no seu conteúdo ou em projetos, estas informações corretas...? Será que a capoeira esta sendo abordada como um esporte democrático para auxiliar o resgate identitário dos mais carentes?

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Atenciosamente:
Prof Esp : Diego P. Jabois (coordenação Educação Física Escolar)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Formas inteligentes de preservar o planeta - I

A partir desta postagem, publicaremos periodicamente dicas sobre como preservar o planeta, iniciando neste post com a ideia de usar água e energia sem desperdício:

HIGIENE PESSOAL
Você talvez imagine que o vaso sanitário é a maior fonte de desperdício de água numa casa, mas, na realidade, ele vem em segundo lugar.
A água que usamos para lavar as mãos, escovar os dentes e tomar banho consome cerca de um terço da água gasta numa casa.
Essas atividades também são grande fonte de desperdício. Uma torneira aberta faz escorrer pelo ralo 20 litros de água por minuto. Existem maneiras muito simples de economizar água, usando torneiras melhores e modificando nossos hábitos quando nos lavamos.

1. Tome banho de chuveiro
A banheira média usa até 100 litros de água, enquanto uma chuveirada rápida consome apenas 30 litros. Portanto, tomar banho de chuveiro é um modo fácil de economizar água diariamente.
Você pode economizar energia usando painéis solares para aquecer a água do banho, mas tomar banho de banheira ainda é um grande desperdício de água. Deixe a banheira para ocasiões especiais, porém, no dia-a-dia, opte pelo banho de chuveiro.

2. Compre um chuveiro novo
Muitas pessoas instalam chuveiros de pressão em suas casas. São chuveiros que usam uma bomba elétrica para aumentar o fluxo de água. Passe alguns minutos a mais sob um desses chuveiros e você pode acabar gastando a mesma quantidade de água que usaria num banho de banheira.
Seja qual for o tipo de chuveiro, você ainda poderá poupar mais da metade da água que ele gasta e tomar um banho igualmente prazeroso, simplesmente trocando o modelo.
Um chuveiro de aeração mistura ar ao fluxo de água para manter a pressão em nível alto mas reduzindo o consumo. As bolhas criam um efeito agradável e multiplicam por quatro a quantidade de água em contato com seu corpo.

3. Verifique as torneiras
É desnecessário dizer que torneiras que vazam devem ser consertadas imediatamente.
A quantidade de água desperdiçada dessa maneira pode surpreender. Mesmo um vazamento que goteja apenas uma vez por segundo perfaz mais de 15 mil litros de água perdidos por ano. Nesse mesmo período, um vazamento fino e contínuo pode fazer 100 mil litros de água escorrerem pelo ralo.
Lavar as mãos sob um jato forte de água é outra maneira de desperdiçar muito, porque a quantidade de água que efetivamente limpa suas mãos é uma parcela minúscula da que sai da torneira.
A pressão da água no encanamento empurra até 20 litros de água por minuto por uma torneira totalmente aberta, mas é possível lavar as mãos igualmente bem num jato de 6 litros por minuto. Procure lavar as mãos com a torneira parcialmente aberta, e você verá que isso é verdade.
É difícil criar o hábito de abrir as torneiras muito pouco. Para poupar de maneira automática, você pode comprar artefatos de "restrição de fluxo" e prendê-los à ponta das torneiras, impedindo que a água saia em fluxo forte.
Uma alternativa são as conexões aeradas, que misturam ar à água para dar a sensação de um fluxo grande, mas com quantidade pequena de água. Procure torneiras aeradas de boa qualidade em lojas de materiais hidráulicos. Com elas, você poderá economizar muita água.

fonte: BERRY, Siân. Como usar água e energia sem desperdício. Coleção 50 formas inteligentes de preservar o planeta. SP: Publifolha, 2008.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Premiação - Câmera Educação

A noite de quinta-feira (18 de junho) foi inesquecível para o aluno Bruno Elias Farah, da escola municipal Maria Aparecida Soares Amêndola autor da redação vencedora da 4ª Edição do Câmera Educação, promovida pela TV Tribuna, afiliada da Rede Globo, na categoria voto popular com 84 mil votos.
Estiveram presentes e foram premiados com uma placa o professor Levi Lisboa e a diretora Ana Alves.
Além da premiação, o evento contou com a apresentação de uma peça teatral com a temática preservação ambiental e exibição do vídeo produzido com os alunos. Finalizando com um agradável coquetel.
Leia abaixo a redação premiada:

Nome da escola: E.M. PROFª MARIA APARECIDA SOARES AMÊNDOLA
Aluno: BRUNO ELIAS FARAH
Título: REFLEXÃO AMBIENTAL

Não resta duvida de que o meio ambiente está sendo destruído em grande parte. É urgente dizer, de forma enfática, que o ser humano perverso trata com indiferença o assunto referente ao uso responsável da natureza e está devastando toda a vegetação e recursos minerais da terra; isto é evidente. Estas gravíssimas atitudes têm como embasamento a falta de consciência. Porém, esse assunto é coletivo, pois são um ou dois que encerrarão este “conflito”, e sim toda a humanidade.
O ser humano ignora e despreza a natureza. Atua de forma negativa para evolução mundial, no sentido mais completo da palavra. Ao fazer a higiene bucal, tomar banho, lavar o carro e calçada, por exemplo, gasta de maneira indevida: deixa a torneira aberta enquanto escova os dentes, gasta mais água que a quantidade necessária ao tomar banho. E isto pode ser considerado um delito contra a natureza.
É imprescindível que o “ser humano racional” aprenda a consumir os recursos naturais moderadamente: adquirir apenas o que é necessário e também compartilhar com os demais aquilo que já não é útil ao uso pessoal. As pessoas precisam suportam e lutar contra essa onda consumista provocada pelas empresas publicitárias do mundo capitalista. E acabar com o uso irracional dos recursos naturais.
Estas são algumas recomendações necessárias para convivência harmoniosa entre homem e o meio ambiente, porém não basta teorizar é preciso praticar, pois saibam: “a natureza é um tesouro e todo tesouro deve ser preservado”. Se não tudo vai acabar.











sexta-feira, 19 de junho de 2009

O futebol de botão como prática pedagógica nas aulas de educação física escolar

Sobre o futebol de botão…

O futebol de botões foi inventado em 1930, onde jogava-se primeiro com botões de cueca, passando posteriormente a usar os botões da calça de seu uniforme escolar...
Dessa brincadeira de criança surgiu o "jogo de botões" aquilo que se tornaria o esporte difundido e amado por uma legião incontável de praticantes e admiradores, com sua diversidade de regras e materiais, tendo adeptos em um grande número de países. Geraldo Cardoso Décourt é, segundo alguns, um dos precursores do que nós conhecemos hoje como "futebol de mesa" por volta de 1929 Décourt deu o nome de "Celotex", que era o material usado para a confecção das mesas, ao jogo, que ali tinha o seu início enquanto esporte, inclusive com o lançamento do primeiro livro de regras...
  • Hoje o futebol de botão é jogado em várias modalidades no Brasil e no mundo...
  • Tendo sua origem histórica desenvolvida dentro da escola...um esporte genuinamente escolar.
Futebol de botão vs Futebol:

Futebol de botão:

  • Não sexista (ambos os gêneros);
  • Pouca habilidade;
  • Fácil acesso;
  • Significados diversos;
  • Estimula a coordenação motora fina.

Futebol:

  • Domínio cultural masculino;
  • Funcionabilidade física;
  • Vantagem dos mais habilidosos;
  • Especialização precoce.

Materiais necessários…

  • Mesa tipo “Estrelão” ou superfície plana.
  • Jogos de plástico ou acrílico (botões).
  • Relógio (caso necessário para marcar o tempo dos jogos).
  • Traves de plástico ( que normalmente acompanham os jogos de botões).
  • Campo delimitado (caso necessário).
  • Bolinha de plástico ou similar, de aproximadamente 1 cm de raio.
Novos olhares sobre a prática…

Aspectos gerais cognitivos…
  • Para quem gosta de esporte e estratégia, é o jogo perfeito. Os botonistas, aqueles que praticam o Futebol de Mesa, dizem: - Que o jogo lembra o xadrez em certos momentos...
  • É necessário ter a técnica aliada à uma estratégia bem montada - o bom jogador deve analisar bem cada jogada...
Possibilidades procedimentais:

Existe também a possibilidade de construir as regras do jogo, juntos aos alunos, levando em consideração seus conhecimentos prévios e ampliando à medida que vão avançando ...

Considerações finais:

Quando devidamente orientado pelo professor de Educação Física aponta em seu desenvolvimento um excelente conteúdo a ser trabalhado e explorado.
Em geral contribui para ressignificação desse jogo (que também é um esporte denominado “Futebol de Mesa”) de modo democrático e participativo no ambiente escolar. No qual o aspecto da diversidade, na elaboração de suas regras, seja a mais evidenciada.
Direcionando em seu desenvolvimento um olhar para novos encaminhamentos que conduzam a uma prática autônoma e efetiva com possibilidades de ampliação de seu significado paralelo ao “futebol convencional” tão comum no ambiente escolar.

Referências bibliográficas:

Por Diego Pinto Jabois (Coordenação Educação Física Escolar) diegofefis@yahoo.com.br

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Novidade: LivroClip

LivroClip é a moldura digital do livro, incluindo uma animação sobre a obra, trechos, biografia do autor e uma seção especial que transforma o livro em material pedagógico gratuito para uso de professores em salas de aula do ensino fundamental, médio e superior.
O site LivroClip é a construção da primeira "Livropédia brasileira", ou seja, o uso da internet para levar os livros à sala de aula, na forma de animações, dicas de uso e fórum de debates.
Acredita-se que toda obra literária seja um instrumento para melhorar a qualidade da educação no Brasil e escolas, editoras e empresas podem ser parceiros dessa iniciativa. Contribuímos divulgando uma amostra dessa novidade:

terça-feira, 9 de junho de 2009

Viajando pelo mundo das águas

Os Professores Substitutos da rede municipal de Itanhaém vivenciaram nessa 3ª feira uma manhã diferente. Eles participaram das oficinas de capacitação do livro didático Viajando pelo mundo das águas, na Coordenadoria de Educação Ambiental, em Praia Grande.

As oficinas foram divididas em circuitos com a temática água:

  • O rio é nosso
  • Mapeamento mental dos rios da região
  • Apresentação do livro: Viajando pelo mundo das águas
  • Conhecendo o estuário
  • Maquetes interativas: montando uma cidade; caminho da água em uma residência
  • Ciclo da água



Nessas oficinas estavam presentes professores de Praia Grande, Itanhaém e Mongaguá, além de educativo foi muito divertido, com direito a passeio de barco e um delicioso lanche.




Por Ana Maria (Matemática) e Renata (Educação Ambiental)














sexta-feira, 5 de junho de 2009

Ginásticas de academia, como práticas corporais

Resumo
Tendo em vista a quantidade de informações a que alunos, em foco no projeto, matriculados na 8ª série do Ensino Fundamental da escola municipal “Harry Forssell” Itanhaém-SP, estão expostos dentro e fora da escola e não paralelo ao ambiente social a que pertencem (bairro, comunidade, vila, entre outros) a Educação Física Escolar mostra-se em suas abordagens eficaz no sentido de dialogar com temáticas relevantes a esse universo dominado por relatos levianos e midiáticos que atingem em cheio nossos alunos (no que tange as práticas corporais como manifestações codificadas que atendem a determinados interesses de classes...). A ginástica de academia traz em sua gênese um universo, por hora, distante dos nossos alunos da rede pública no qual deles (dos alunos) partem as primeiras inquietações no sentido de desmistificar tais representações do tipo: “Ginástica é coisa de rico!”, “Nunca entrei numa academia, nem sei o que aqueles aparelhos fazem...”, entre outras que demonstram a fragilidade desses conceitos relacionados a determinadas práticas. Esse trabalho teve a duração de um trimestre, em que foram levantadas informações prévias junto aos alunos mesclando seus conhecimentos prévios sobre o funcionamento, não alienado, do seu corpo empregado nos códigos ginásticos e os devidos cuidados, desde a alimentação até o mito dos anabolizantes e seus resultados “milagrosos”, não raros, nesse universo adolescente, deixando claro que essas práticas corporais, de emprego ginástico dentro da academia, podem ser executadas com seriedade e responsabilidade e esta ao alcance de todos, contribuindo na compreensão holística do corpo em movimento. As visitas foram periódicas com o objetivo de vivenciar determinadas práticas seguindo as orientações das dimensões de conteúdos (Conceitual, Procedimental e Atitudinal) tendo nos programas de atividades práticas (procedimental) sua maior representatividade por parte dos alunos envolvidos no projeto. O levantamento dos dados deu-se sob forma de debates e pesquisas desenvolvidas pelos alunos acerca dos textos extraídos da revistas e jornais periódicos, seguindo a orientação dos temas propostos relacionados à prática das ginásticas de academia e suas implicações sociais, físicas e psicológicas (no sentido do bem estar atribuídos aos praticantes em seus relatos encontrados nas reportagens dos materiais coletadas). Contamos também com a análise prévia das fichas disponíveis dos alunos matriculados nos programas da academia com determinadas séries (conjuntos de exercícios específicos, formas e repetições, de baixa ou alta intensidade...) observações estas relacionadas também aos cuidados pessoais e características de cada um (dos praticantes), possibilitando aos alunos uma leitura crítica e pontuada à luz das informações adquiridas. Por fim, as visitas contaram também com a participação dos alunos da 8ª série na execução dos exercícios construídos pelos mesmos, desmistificando o acesso às academias de ginástica (neste caso, gentilmente cedida e próxima à unidade escolar) contribuindo para o entendimento dessa “Educação Física” ao alcance de todos aqueles que possuem disponibilidade corporal para inseri-la ao seu cotidiano com competência e austeridade.
Prof Esp : Diego P. Jabois

Palavras-Chave : Educação física escolar, ginástica de academia, práticas corporais

Referencias bibliográficas :

Mattos, Neira “Educação física na adolescência” Phorte 2004 3º edição
Neira, M, G “Ensino de educação física” Thompson 2007 1º edição
Parâmetros Curriculares Nacionais - Educação Física vol 07 3º edição
Valter Bracht et all “Metodologia de ensino da educação física” Cortez 1992
Mattos, M.G. et all Teoria e prática da metodologia da pesquisa em educação física. São Paulo 2004. De Rose Jr. Esporte e atividade física na infância e adolescência. Porto alegre : Artmed , 2002
Jurgen Weineck .Treinamento ideal .São Paulo: Manole . 2003
Mauro Betti, org. Educação física e mídia. São Paulo : Hucitec. 2003
Mauro Betti, Educação física e sociedade. São Paulo : Movimento 1991
Zabala, Antoni. A prática educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Buscando parcerias para trabalhar Africanidades

No último dia 15 de maio, professores e coordenadores do município de Itanhaém foram convidados, pela Seduc de Peruíbe, para assistir a uma palestra com o tema: "As leis 10639/03 e 11645/08 na literatura didática: direito à diversidade", ministrada pela professora Maria da Conceição Carneiro Oliveira, autora de pesquisas sobre o assunto e de livros didáticos para todas as séries do Ensino Fundamental.
Durante os intervalos da palestra, o coordenador Eduardo Carvalho (História, Arte e Geografia) conversou com a autora sobre diversidade cultural e trocaram e-mails e endereços de seus blogs. A profª Conceição possui dois blogs muito conhecidos e acessados por todo o país, referentes a seus projetos: Ler o mundo: História e História em Projetos.
Após algumas trocas de e-mails e conversas sobre educação e diversidade, a professora publicou em um de seus blogs uma bonita postagem sobre o blog do coordenador Eduardo, elogiando e indicando um dos posts sobre jogos africanos. Esse ato da autora fez com que o blog _Edu_cação, mantido pelo professor Eduardo, recebesse várias visitas e também divulgou o trabalho da rede municipal para além de nossa região.
Agradecemos a atenção da profª Conceição, parabenizando-a pelo seu belo e competente trabalho, e esperamos manter contato, sempre em busca de uma educação que conceda cada vez mais direitos à diversidade.

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